Recursos internacionais sobre o uso sustentável e inovador do aço na construção civil.
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Informativo
Construindo com aço
Produção em massa de casas sustentáveis

Enquanto um número cada vez maior de arquitetos australianos estende a utilização do aço corrugado dos telhados para as paredes internas e externas das residências, alguns acreditam que o momento é propício para aplicar as técnicas de produção em massa à construção de produtos em aço sustentáveis.
A arquiteta de Sydney Sue Harper e seu marido, o engenheiro ambiental Andy Irvine, desenvolveram um sistema de construção pré-fabricada em aço, que afirmam acelerar, facilitar e baratear a montagem de uma série de construções modernas, tais como casas, cabanas, escolas e escritórios.
O sistema tem como base componentes, em vez de a tradicional construção em módulos ou conjuntos, possibilitando que o projeto, a forma e o tamanho definitivos de uma casa sejam determinados por fatores que variam desde o orçamento até o posicionamento no local.
"As empresas australianas estão produzindo algumas construções realmente inovadoras, que estão transformado com rapidez o setor de residências pré-fabricadas e transportáveis. Entretanto, boa parte dessa transformação se apoia em módulos de construção, em vez de se basear no nível dos componentes”, afirma Andy Irvine. "O único modo de mudar a aparência e o tamanho de muitas casas pré-fabricadas atualmente disponíveis é adicionar outro módulo."
Ao longo de vários anos, Sue Harper desenvolveu seu conceito, enquanto trabalhava em comunidades aborígines remotas, no norte da Austrália, tomando como base uma estrutura em aço autossustentada e patenteada chamada “moldura”. Embora o conceito seja arquitetural, a empresa não visa apenas o nível mais privilegiado do mercado residencial.
"Queremos atender aos requisitos da maioria dos construtores de casas e clientes institucionais, para os quais a sustentabilidade e a flexibilidade podem exercer um impacto real”, explica Irvine.
Cada estrutura foi projetada em um tamanho-padrão de construção de 1.200 mm x 2.400 mm. As estruturas podem ser parafusadas para formar cômodos de diversas dimensões. Tendo todos um tamanho-padrão, os componentes, tais como persianas, paredes, janelas e portas articuladas ou corrediças, são parafusados na “armação” e podem ser facilmente trocados em poucos minutos, sem nenhum trabalho de reforma.
Para garantir a conformidade com requisitos ambientais e a resistência a incêndios, Sue Harper e Andy Irvine pesquisam uma variedade de conceitos de paredes modulares, um dos quais utiliza uma camada de poliestireno entre chapas de aço, que pode ser presa com rapidez e facilidade nas estruturas.
"Chapas de aço perfilado em tamanhos-padrão também podem ser utilizadas em nossas estruturas", explica Irvine. "Produtos sustentáveis como o aço ZINCALUME®, o aço COLORBOND® em LYSAGHT MINI ORB® e os perfis perfurados LYSAGHT MINI ORB® são ideais, pois são leves e requerem pouca manutenção."
Esses materiais também podem ser utilizados em componentes, tais como telas, e em áreas utilitárias como paredes internas.
Os telhados, em abrigos, são invariavelmente feitos de aço corrugado. As paredes, os pisos e os telhados são, em geral, isolados para reduzir o consumo de energia.
As estruturas de aço são autossustentadas e, desse modo, não há necessidade de paredes estruturais internas, permitindo um número quase infinito de projetos para o interior da casa. O assoalho é apoiado sobre uma estrutura de aço de 2.400 mm x 1.200 mm.
"É possível instalar um painel inteiriço ou painéis de tela nas paredes externas”, afirma Irvine. "Se desejar, você pode instalar qualquer coisa, até mesmo folhas de palmeira. Na maioria dos edifícios, é necessário construir, no mínimo, 1.200 mm de paredes inteiriças que requerem fixação. Por ser autofixado, esse sistema não precisa de nenhuma parede estrutural."
O casal também desenvolveu o que chamam de “Pop-Outs”, compartimentos pré-fabricados que são presos nas mesmas estruturas de 2.400 mm x 1.200 mm, formando pequenos cômodos, tais como cozinhas, lavanderias, escritórios, guarda-roupas ou suítes internas, que podem ser adicionados a casas novas ou existentes, de modo fácil.
"Graças ao parafusamento na lateral das construções, os “Pop-Outs” facilitam muito a instalação de encanamentos, fiações e outras linhas de serviço”, diz Irvine.
"Sue criou um conceito de material leve e com excelente custo/benefício para possibilitar o transporte a qualquer parte da Austrália ou a remessa em contêineres e facilitar a montagem. Alguém com conhecimento básico em construção e as ferramentas adequadas é capaz de montar uma de nossas casas em uma fração do tempo exigido para construir de modo convencional." Os componentes da “moldura” pesam apenas 80 kg e podem ser facilmente transportados por duas pessoas.
O sistema oferece grandes vantagens de custo e tempo. Apoiado sobre uma grade-padrão e de fácil montagem, o sistema permite gasto mínimo de materiais e redução dos custos de mão-de-obra. Dependendo do acabamento da parede, o sistema pode eliminar gastos com materiais fluidos, tais como o da primeira mão de reboco – outra economia potencial.
A natureza com base em componentes desse sistema de construção permite que os cômodos sejam adicionados e estendidos ou removidos, com eficiência. De fato, uma casa inteira pode ser desmontada em questão de dias e transportada para montagem em outro local.
"Graças ao fato de que a maior parte da construção é feita de aço, um grande volume de material pode ser reciclado, contribuindo para a sustentabilidade", explica Irvine.
Harper e Irvine construíram o protótipo de sua casa nas proximidades do rio Hawkesbury, no norte de Sydney, Austrália, há alguns anos. Mais recentemente, eles se juntaram ao proprietário/construtor Liam Flood para completar outra casa em uma quadra em condições difíceis, na Dangar Island de Sydney (mostrada nas imagens aqui incluídas). Todos os materiais tiveram de ser transportados em batelão. A casa recebeu vários prêmios de construção e arquitetura por seu projeto e conformidade com requisitos ambientais.
Vários recursos ecologicamente corretos foram instalados na residência para reduzir seu impacto ambiental. Uma bomba de calor é utilizada para aquecer a água. As águas pluviais e servidas são capturadas para utilização nos toaletes e na irrigação do jardim. Os telhados da casa e do abrigo estão voltados para o norte. Todas as paredes, o assoalho e o telhado estão isolados para maximizar o aquecimento e o arrefecimento. Varandas cobertas garantem a ventilação. A pouca madeira utilizada é produzida por plantio.
A natureza modular do conceito de Sue Harper permitiu que a casa fosse formada por uma série de pavilhões ligados que estabelecem um ambiente semelhante a uma casa de árvore, combinando com a paisagem de colinas tomadas pela mata. "A beleza de nosso sistema é que, à medida que seu orçamento aumenta, ou suas necessidades mudam, você pode simplesmente remover componentes mais baratos e adicionar materiais de qualidade superior, janelas, portas, etc.", diz Irvine. "Também é possível adicionar “Pop-Outs” e cômodos, conforme a família cresce."
| Arquiteto | Sue Harper |
|---|---|
| Engenheiros | Srtuctural mechanics and Dynamics |
| Engenheiros ambientaisEngineer | OTG Environmental Engineers |
| Cidade | Sydney |
| País | Austrália |
| Região | Oceania |
| Clima | Subtropical |
| Tipo de casa | Prédio baixo para várias famílias |
| Número de andares | 1 |
|---|---|
| Residência recém-construída | |
| Área de estar | Flexível |
| Paredes externas | |
|---|---|
| Seções de aço leve | |
| Telhado |
| Aço-carbono longo | |
|---|---|
| Aço-carbono plano com revestimento metálico | |
| Aço-carbono plano com revestimento orgânico |