Casa na Serra O refúgio escondido na floresta – tema recorrente na arquitetura – foi a idéia desenvolvida pelo Studio Paralelo para este projeto, que procurou evitar qualquer referência às tradicionais casas de campo. Com essa pequena casa, de estética clara, extremamente simples, ortogonal e planar, escondida em meio a um trecho de Mata Atlântica, próximo à cidade de São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, a 100 km de Porto Alegre, o arquiteto quis demonstrar que uma habitação modular e industrializada pode ser erguida em qualquer tipo de ambiente. O refúgio foi implantado no meio de um lote de 1.6 mil metros, totalmente recoberto pela mata e por araucárias.

O refúgio para fins de semana - com uma área construída de 82m², contendo duas suítes, sala, cozinha e uma sacada com deck -, foi construído de acordo com os procedimentos básicos do light steel frame (aço leve), a partir de uma rígida lógica estrutural, com módulos de 1,20m x 1,20m. Na primeira fase da obra, foi feito o embasamento elevado de pedras e blocos de concreto para evitar a umidade do solo, sobre o qual se construiu a laje de concreto armado, que receberia os painéis de perfis de aço galvanizado e placas de OSB do fechamento. Vinte dias depois da cura do concreto, iniciou-se a montagem dos painéis de fechamento. Colocados sobre a laje, os painéis foram fixados ao piso por pinos. A ligação entre os painéis foi feito com parafusos autobrocantes, que conferiram a rigidez necessária à estrutura.

Chumbadores e cantoneiras de aço complementaram a ancoragem das paredes. A etapa seguinte foi a montagem, sobre as paredes, das vigas (de 15m x 0,55m) e das tesouras, fixadas a intervalos de 1m20, seguindo a modulação do projeto. A cobertura, também de estrutura metálica, recebeu telhas trapezoidais do tipo sanduíche, com miolo de EPS. Depois disso, foi feito o acabamento das fachadas, com lambris de pinus autoclavado e telhas onduladas, e dos interiores, protegidos com lã de rocha e placas de drywall. Em menos de três meses, a casa pôde ser entregue ao proprietário.

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Duas razões foram fundamentais para a escolha do método construtivo industrializado ao invés dos processos tradicionais: a racionalização e a rapidez de execução. O processo, racional e eficiente, permitiu o controle total dos materiais usados, além de precisão, fidelidade ao projeto, rapidez de construção e área de trabalho livre. O resultado foi um produto de qualidade, que, inclusive, teve reduzidas as previsões de custos de riscos, ponto muito importante para o proprietário. Isso, sem mencionar a confiabilidade do processo de fabricação e o seu baixo impacto ambiental.

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Neste caso, além das vantagens mencionadas, a decisão de usar um acabamento externo metálico no teto e nas paredes externas, feitas de painéis de zinco onduladas, nos ajudou a atingir o budget requerido pelo cliente e conferiu à construção um aspecto estético contemporâneo.

Desde o início do processo de projeto, os arquitetos estavam focados em uma construção racional e sustentável, como era desejo do cliente. A combinação de elementos baseados nos princípios fundamentais da sustentabilidade: quartos bem proporcionados, uso eficiente dos espaços e materiais com dimensões padronizadas (usando componentes pré-fabricados), proporcionou o desenvolvimento de uma estrutura lógica simples, com módulos de 1,20m x 1,20m, organizados por uma moldura de aço sobre uma base de concreto. O projeto configurou os espaços internos utilizando a dimensão das placas de dry-wall (1,20m x 2,40m,) fator que ajudou a proporcionar um processo de edificação limpo e seco, e com um impacto ambiental mínimo.

Localizado em meio a uma área de floresta, o sistema de construção industrializada, com a garantia de qualidade técnica fornecida pela fábrica, foi a opção dos arquitetos para assegurar a boa qualidade de execução do projeto. E o próprio light steel frame apresentou-se como a melhor solução para a estrutura de apenas 82 m2 da construção, executada em menos de três meses. Para o usuário final, além de um prazo curto de execução, o sistema propiciou uma construção limpa, que interferiu o mínimo no meio ambiente.

O projeto ainda não foi submetido a nenhum concurso, nem foi publicado em revistas.

www.studioparalelo.com

Casa na Serra

Casa na Serra
Arquiteto Studio Paralelo – Luciano Andrades
Engenharia Sull Frame
City São Francisco de Paula - RS
Country Brazil
Region Americas
Housing Type Single family
Number of stories 2
Living area 82m2
New build home or refurbishment New Building
Author's project George Mills
Location of steel solutions
External wall yes
Walls yes
Cladding yes
Light Steel Sections yes
Roof yes